segunda-feira, 24 de novembro de 2008




APRENDENDO A VIVER

Hoje depois de muito refletir posso em fim dizer : aprendi a viver. Estas são as palavras que hoje regem a viva de Maria Eduarda, mulher madura que sempre se destacou por sua ousadia e personalidade forte, depois de muito sofrer aprendeu a valorizar quem faz por merecer.
Porque se envolver em um projeto que seu sexto sentido já anuncia que coisa boa não será o resultado. Como não desapontar aos outros sem desapontar a si mesma? Mas o verdadeiro questionamento é : quem tem prioridade em minha vida eu ou os outros?
Preste atenção a este conto verídico.
Após um período de reflexão intensa e algumas decisões tomadas que mudaram muito o olhar e as prioridades de Duda, ela consegue encontrar um espaço para ir viajar para a praia (onde sempre soube que aquela humilde casa tem um poder de renovar as suas forças) carinhosamente Duda sempre se referiu a está casa que é propriedade de seus pais de : meu porto seguro.
Está viagem além de ser um lazer para ela tem um simbolismo muito importante para ela, ficou planejando por quase um mês. A idéia inicial de Maria Eduarda era levar consigo para esta viagem pessoas que lhe são muito queridas amigos e familiares para celebrar sua nova fase de vida. Como nem tudo saiu como ela havia planejado amigos não se comportaram como tal.
No final das contas Duda teve ao seu lado, seus irmãos (e respectivas companheiras) primos mas a ansiedade de Maria Eduarda era tamanha que no primeiro dia no seu paraíso real ela passou muito mal, como não queria preocupar os que estavam consigo agüentou tudo sozinha eles só souberam quando mal estar foi inevitavelmente diagnosticado através de suas 3 idas súbitas ao banheiro para chamar o Hugo.
Mesmo assim ela estava tão reluzente que não consegui perder seu bom humor e paz, exceto pelo momento onde pessoas que eram bem contadas por Duda ligaram para um de seus irmãos e convidaram para “pegar uma praia juntos” porque misteriosamente estavam também no litoral e mais curioso próximo de onde se localizava Duda. Tendo mais um porém este ser que convidou o irmão de Duda para pegar uma praia junto tinha sido um dos eleitos de e Duda e convidado por ela para conhecer seu porto seguro e pousar nele.
Maldita desfeita! Maldito seja além da desfeita este estava pousando na casa de uma ex – amiga de Maria Eduarda que muito magoara nossa heroína. Maldita seja !
Quando após o café da manhã seu irmão anunciou que iriam a praia e contou tudo que foi acima descrito, o coração de Maria Eduarda apertou e deu uma reviravolta no seu estomago que ela não sabia se era por conta do Hugo do dia anterior ou por conta da palhaçada do convite.
Parece que algumas pessoas agem como se as outras fosse todas vitimas de amnésia ou como portadoras de memória de passarinho. Sabiamente Maria Eduarda se recusou a ir a praia e educadamente culpou seu estomago dizendo que temia vir a passar mal novamente e que não estava 100% ainda. Seu irmão, cunhada e primos tentaram arrumar diversas formas para ludibriar Duda mas ela ficou firme e não cedeu aos cuidados dos seus queridos.
Mas ela triste ficou sozinha no seu paraíso real e a única companhia que tinha era do seu único e inseparável Sr. café que não tinha muito que fazer a não ser dar colo e consolar sua eterna companheira a quem devota seu afeto eterno.
Por mais decepcionada que Duda estava ela também podia celebrar sua nova fase que ela sabe com quem verdadeiramente pode contar. A tristeza é inevitável mas a vida se encarregou de colocar seus entes queridos ao seu lado.

Um comentário:

Marcos Fisico disse...

O dificil deve ser saber onde acaba nossa vontade e inicia a dos outros, é uma rede muito complicada e misturada